sábado, 22 de novembro de 2025

41

E agora!? Como te encontrar? 

Onde moras? Qual seu endereço? 

Passo dias e noites a te procurar 

Dizei-me! Suplico-te. Pois mereço!

Mesmo que seja tola ilusão 

Preciso ver-te, urgentemente 

Não tortures um pobre coração 

Sacias este desejo ardente!

Pois isto que fazes é loucura 

Não me ofertas tua candura!

 

2000

40

Rosto lindo, bonito, sem par 

Beleza que não tem fim 

Como não haveria de notar

Uma obra-prima perto de mim? 

Uma palavra, uma expressão 

Nada! Ideia alguma saiu

Sumiu em meio a multidão 

A luz tênue se extinguiu

Qual miragem, no deserto sufocante 

Tive-a, por um único instante!

 

MM


domingo, 16 de novembro de 2025

39

 Quando abro os olhos e te vejo

Sinto-me contente, tão feliz 

Pois sacias o meu desejo

Dá-me tudo o que sempre quis 

E penso: sem ti, o que faria? 

Seria o mais triste, imperfeito 

Pois és o sol do meu dia 

Aceita-me do meu jeito

Tenho um vero tesouro 

Vales mais que o pur’ouro

 

2000

 

38

 A cicatriz ainda permanece 

Contudo, é a condecoração 

De quem tanto se embrutece 

Por sair de triste situação

Quem foi aos infernos e voltou 

Experimentou o veneno e viveu 

Decaiu, mas logo se levantou 

Tombou, mas forte, renasceu 

Amarga é esta história

Ainda viva na memória!

 

MM

37

Novo vivente que surge

Mira no espelho, a beleza

A esperança que ressurge

Cresce uma nova certeza

Em fazer certo, o presente

 Do passado, esquecer

Novo corpo, nova mente

Ansiosos por merecer

Novos amores e paixão

Que renovam o terno coração

 

2000

domingo, 9 de novembro de 2025

36

A tristeza que tanto amargura 

Deixa tudo em trevas, escuro 

Torna fel, o que era doçura 

Sem vislumbre de futuro 

Amar, sem ser amado 

Desgraça, dor e solidão

Ser a alguém tão devotado 

E não ter a retribuição 

Viver deste cruel jeito 

Flecha cravada no peito

 

MM

 

35

 Amor recíproco, não tem preço 

Fortíssimo qual um rochedo 

Pergunto-me: será que o mereço?

Se enche o peito de dúvidas, medo 

Quando se encontra a alma

Gêmea, tudo se completa, faz sentido 

O coração, rebelde, se acalma 

Encontra-se o que estava perdido

Os corpos se unem, sem hesitar 

Faz-se um caminho, a trilhar

 

2000

34

 Esta força tão devastadora 

Qual um ciclone ou furacão 

Arrasa tudo, destruidora 

Arranca do peito, um coração

Transforma o sábio em demente 

O rico, em um pobre mendicante 

Faz do saudável, um doente 

Acaba com tudo, num instante 

Assim é o amor, sentimento louco

Que pede muito, oferecendo pouco

 

MCMXCIX

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

33

 O que faço sem seu amor? 

Morro. Abatido e amargurado 

Fenece, sem água, a flor 

Perece o lírio desidratado

Por isso, ouve meu lamento 

Esteja ao meu lado, constante 

Torna real meu intento

Faça eterno cada instante 

E assim, ficarei feliz

Tendo tudo que sempre quis!

 

1999

 

32

 O amor sincero e forte 

Tudo vence, não importa

Passa o tempo, supera a morte 

Destranca a custosa porta 

E, a cada dia, se fortalece

Alimentado pelo bem-querer 

Jamais perde ou se esquece 

Do que ainda por fazer 

Amantes sempre em união 

São dois, mas um coração

 

MCMCXIX

 

31

 Amor sem raiz forte 

Logo fenece. É vencido 

nasce sem sorte

É sentimento corrompido 

Só dura uma curta estação 

Logo em seguida, irá morrer 

Não possui bases no chão 

Não medra; não irá crescer

E assim, causa sofrimento e dor 

Desbota logo, perde a cor

 

1999

 

domingo, 2 de novembro de 2025

30

 Seu amor é a redenção 

Minh’alma e energia 

O toque da suave mão 

Que leve, me acaricia

Quando o amor se manifesta 

Te entregas, sem pensar

E fazes a minha festa 

O que posso mais anelar?

Como pássaro feliz no ninho

Sou dependente de seu carinho

 

MCMXCIX

29

Caído ao chão, desesperado

Sem encontrar as respostas

O amante que foi deixado

Sente a dor. Chibata nas costas

Profundamente perdido

Os olhos d’água estão cheios

Como pudera ser traído

Se amou sem receios!?

Dor e tristeza a lancinar

Qual lâmina, a perfurar!

 

1999

 

28

 Pobre homem amargurado! 

Erraste tanto pelo caminho 

Cumpriste a jornada, calado 

Agora descansas: estás sozinho

Contudo, não provaste o verdadeiro 

Amor. Apenas, um triste esboço 

Deitas no leito derradeiro

Tranca-se no frio calabouço 

Dormes o sono dos justos

Pois enfrentaste grandes custos!

 

MCMXCIX

228

  A lua que ilumina a mata Tão brilhante como um sol  Mas, não é d’oiro; é de prata  Seu brilho cobre como lençol  Toda a selva que ...