sábado, 31 de janeiro de 2026

111

Aos teus pés, pus meus sonhos

E toda a minha vera esperança

Projetos, tantos planos risonhos

E toda a alegria de criança

Mas, no fim, tudo se perdeu

Nada do que quis se concretizou

Partiu. Foi embora. Só fiquei eu

O castelo tão belo desmoronou

Foste a única que amei

Onde andarás? Não sei

 

2009

110

Se pudesse ganhar o seu beijo 

Nada mais, no mundo, desejaria 

Pois somente você quero e vejo 

Manancial de grande alegria! 

Se não te acho, fico magoado 

Não consigo nem mais trovar 

Coração ferido e machucado 

Parece esquecer de palpitar 

Mas, apenas a sua visão

Me faz vibrar de emoção!

 

MMIX

109

Melhor remédio é o perdão 

Tudo cura. É graça bendita 

Alcança a decisiva redenção 

Se esquece da praga maldita 

Somente perdoa a nobr’alma 

Que conhece este sentimento 

Serena, tranqüila, muito calma

Não se deixa afligir pelo lamento 

Quem perdoa, com Deus se parece 

E aos olhos D’Ele medra, cresce!

 

2009

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

108

Amor que já é perdido

Só traz mais decepção

É sentimento exaurido

Só sobrevive na ilusão

Pois não há mais entrega

Somente um a se humilhar

É a dor que fere e cega

Não permite raciocinar

Nada mais a se fazer

É em vão o padecer!

 

MMIX

107

Quem não amou, não viveu!

Foi espectador que passou

Sentimento nobre desconheceu

Nenhuma lembrança deixou

Pois quem amou, ainda vive

No vero coração de alguém

Chama que ao vento sobrevive

Resistente ao tempo também

Sempre forte, vence os anos

Supera erros e desenganos

 

2009

106

 Amor. És sublime e eterno 

Duradoiro, fenece jamais 

Toque leve, suave e terno

A causa de suspiros e ais 

O prazer que não se mede

 A dor que é tão pungente 

Aquilo que nunca se pede 

E é dado, integralmente 

O olhar, pleno de desejo 

A carícia, o afago, o beijo

 

MMIX

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

105

 O menino apaixonado

O beijo quer da colega

Nada o deixa sossegado

Ansioso está pela entrega

Daqueles lábios pueris

Surgiu o primeiro amor

Sonhos e planos infantis

Poderão causar dissabor

Não te olvides da lição

Protejas o teu coração!

 

2009

104

 Amei e nada tive

Lutei e perdi a luta

No inferno, já estive

Causa de vil disputa

Devotei tanto cuidado

Mas veio só amargura

Um terrível machucado

Que dói! Não sara ou cura

Uma dorosa chaga surgiu

Incômoda. Não sumiu!

 

MMIX

103

 Como seria bom te amar! 

Tê-la, constante, ao lado

Contigo sempre poder contar 

Possuir este amor devotado 

Na tristeza, fiel companheira

Na alegria, a infalível amiga 

Trilhar esta estrada inteira 

Dizendo-me: coragem, siga!

Prêmio maior não existe 

Amor que a tudo resiste!

 

2009

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

102

Esta poesia tão singela 

A oferta do apaixonado 

A palavra certa e bela 

Verso feito, bem armado 

A ti, esta pequena criação

Que brotou do vero coração 

Tantos encantos da face dela 

São motivos para o amado 

Outro tema, que não seja ela 

Não merece ser celebrado 

Tais rimas irão atrair afeição?

Ou será inútil, tudo em vão?

 

MMVII

101

Como posso esconder? 

Aquilo que por ti, sinto 

Não há como fugir, correr 

É verdade! Não te minto! 

Uma paixão que inflama 

Durável e perene chama 

Portanto, devo te dizer 

Que não invento ou finto 

Desejaria seu beijo receber 

Beijar está lábio tão tinto

Escuta este peito que clama 

Ouve o grito de quem ama!

 

2007

 

A Condição Humana

I

Não deve-se esperar

O reconhecimento daqueles

Que amamos

Quiçá, depois que partirmos

Talvez alguém entoe um cântico

Alguém componha uma canção

Preste singela homenagem

Mas, no fim, nada valerá

Os mortos não ouvem

 

II

Do túmulo, pode brotar uma flor

Tímida e pálida, mas flor

Última lembrança de uma era

Que findou no dia, na aurora

Alguém a arrancará

A levará para lugar distante

Iremos também

Mesmo que a contragosto

 

III

Não espere o amor tranquilo

Pois este só existe no mar de silêncio

Mar de lápides e jazigos

Que escondem a torpeza humana

Se amar, ame com furor, com élan

Se fizer o bem, esqueça a gratidão

Assim, sua vida será plena

E ditosa

 

MMVII

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O Drama jamais superado

I

Durante quatro anos

Me engajei numa guerra

A qual jamais poderia vencer

Foi um tempo de doces quimeras

De alguma vã esperança

Com alguma sorte do destino

E um imenso peso da realidade

Assim, se perde a inocência

Com as ilusões que se consomem

Devido ao incontrolável pendor

Em crer naquilo que nunca existiu

 

II

Não se deve culpar o passado

Pela situação que agora, se vive

O hoje é o filho do que aconteceu

Mas, não é tão simples assim

Carrega-se sobre os ombros

As cargas de campanhas desastrosas

Fracassos de terríveis perdas

Daquilo que ficou pelo caminho

Letras escritas na madrugada

E que nunca verão a luz do dia

 

III

Quando se lança ao ataque

Com total abandono, de corpo e de alma

Se espera que o outro lado

Faça o mesmo. Possua este dever

Contudo, pode haver outra visão

Que acabará sendo a vitoriosa

E todo o arroubo de confiança

Glória, vaidade e doçura

Se esvai... se torna obsoleto

 

IV

Esta página é virada Esquecida por uma parte

Rememorada por outra – cada vez mais

Isto prova que quando se ama

Não se faz necessário estratagema

Medir o próximo passo, o que dizer

Deve-se ir em frente

Ser o cavaleiro de alma imaculada

E amar – amar, com todo ardor

Mesmo que, no fim, tudo se esvaneça

Mesmo que, no fim, só reste lamentar!

 

2006

 

98

A alegria é dividida

O lamento é solitário

De amargo-doce é feita a vida

Caminhos de sentimento vário

Que traz algum dissabor

Na volta ou na ida

Faz o seu inventário

Diga a palavra má ou bendita

Reclame o seu salário

Chore o seu perdido amor

 

MMVI 

Lições de Desespero

I

Sofrimento instalado no coração

A lembrança que não se apaga

O leve toque de sua mão

Que acaricia e afaga

Nada tenho. Perdi tudo

Não falo mais. Fiquei mudo

Tornei-me calado e triste

Carrego a dor que existe

Para sempre desolado

Tendo o peito despedaçado

 

II

Dura lida! Dura jornada!

Não lembrar e esquecer-te

Não poderia. Seria em vão

Pois fizeste sua morada

Dentro do puído coração

Cansado, cansado de dor

Que deu e nada recebeu

Foi fiel e ficou só

Foi correto e está triste

 

III

Mas, amiga, de fato

Não posso expulsar-te

De minha miserável vida

Pois, tornou-se, você

A essência da mesma...

 

IV

Olhar para os astros

Neles, tentar encontrar você

Talvez escondida nas estrelas

Que andam errantes

Neste céu infinito

O pobre amante

Também tem sua alma Infinita

Onde cabem mil amores

E milhões de dissabores

 

V

O amor, minha cara

É simples, sem rodeios

Nos enredamos por sutis

Ardis que acabaram

Com nossa efêmera

Alegria. O que fizemos?

Destruímos o que nos unia...

 

VI

Casa com mil portas

Casa com mil janelas

Sendo que uma porta

Seria o suficiente...

Amamos sem pensar

Amor que pode nos matar

 

2005

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

96

 Coração de dura pedra 

Onde não nasce verdura 

Onde o amor não medra 

Sede de rancor e amargura 

Sofrimentos tão brutais 

Fizeram estes estragos 

Traição que sempre traz 

Golpes onde havia afagos 

E amar tornou-se um risco 

Ovelha fora do aprisco

 

MMV

95

 Não mais sofrerei inutilmente 

Ainda tenho juventude e vida 

Novos, o corpo e a mente 

Preparados para qualquer lida 

O coração, sofrido, ainda bate

Desejoso de novos desafios 

Repleto de ternura e arte

Hei de cruzar montanhas e rios!

Serei firme, serei forte 

Não me curvarei à morte!


2005

94

Que estranha força é esta?

Forte qual um rio que no mar deságua 

Que me come por dentro

Deixa meus olhos, rasos d’água!

 

MMV

domingo, 25 de janeiro de 2026

93

 Muitas vezes, não importa o que somos 

O que importam são nossos sonhos 

Aquilo que tanto almejo

Seu olhar, sua boca e seu beijo

 

2005

92

Cantei todos os meus amores

E vejo que sozinho fiquei

Sofri toda sorte de dores

E mesmo assim: amei! 

Pois acreditava na paixão 

No seu tesouro tão caro 

Que guarda-se no coração 

Bondoso. Mas, que é amaro 

Não entrega-se com fervor

Fica cinéreo, sem cor

 

MMV

 

91

O homem mata e morre

No campo de batalha

Fere, sangra; socorre

Jaze em uma mortalha

Conflitos e grande guerra

Ceifam a vida de milhares

Explode-se toda a terra

Espalha-se morte pelos ares

Tudo isto, quem sabe, acabará

Quando homem não mais existirá

 

2005

sábado, 24 de janeiro de 2026

90

Velha carta amarrotada 

Guardada no bolso da camisa 

Escrita com letra bordada 

Num papel de seda lisa 

Palavras que me comovem

Quando as leio, neste momento 

Sentimentos que me consomem 

Tornam-se terrível tormento 

Carta antiga, lembrança fugidia 

Do amor que tive, certo dia

 

MMV 

Nada de novo no front

I

Nada somos, nada seremos

Só aquilo, que um dia, fomos

Aqui, a triste escuridão

É a única companhia

 

II

Nada temos, nada teremos

Só aquilo que nos foi tirado

A dor e a desilusão

Perseguem noite e dia

 

III

Olhei para você. Você sorriu

Mas, depois partiu. Não esperou

O que era pouco demais

Acabou-se antes de amanhecer

 

IV

Agora, está tão longe

Imaginei você comigo

E tudo fez sentido

Mesmo que o fogo seja amigo

 

V

Queria retornar

Para casa, para o lar

Para amar, ser o que sempre quis

Queria pensar naquilo que desejo

Quero voar, quero ser feliz!

 

VI

As armas estão apontadas

Engrenagens azeitadas

Tudo pronto para avançar

Não vejo você ao meu lado

Neste claro dia

Tombou, a poucos passos

Da inimiga artilharia

  

2005

 

Coração nas trevas

 

I

Coloquei meus singelos sonhos

Aos teus pés. E os pisaste

Com desdém. Não pisavas neles

Pisavas em mim

 

II

Pus o meu coração

Em tuas suaves mãos

E o partiste. Com indiferença

Zombou de meu ver’amor

Escarneceu de meus cuidados

 

III

Coloquei meus planos

Ao teu conhecimento

Não deste atenção

Destruiu-os, um a um

Com sua loucura

E sua insensatez

 

IV

Ofertei a minha vida

E tu, me relegaste ao último lugar

Cavou, com tudo isto

Um abismo

Insuperável

Insuportável

 

MMV

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

87

Olhar para o firmamento 

E nele procurar você

Quiçá, escondida entre os astros

Errantes, caminhantes 

Neste céu tão infinito...

O pobre amante 

Também tem alma infinita 

Onde cabem mil amores

E milhões de dissabores

 

2005

  

86

Dor que se carrega, todo dia

Toda hora, a fustigar

A encher de agonia...

O coração, teimoso, a pulsar

Não há mais alegria

Não há mais cantar

Cesse toda melodia

Pois hoje, irei me fechar

Só ouço o piar da cotovia

Embalando meu lento soluçar

 

MMV

85

 Jamais morrerei por amor 

Ainda que carregue toda a dor 

Mesmo tendo o espinho à flor 

Mesmo tendo o frio ao calor 

Padecendo, perdendo a cor

Comendo sem prazer, sem sabor 

Não dormindo; constante torpor 

Seguindo. Sem ambição, sem furor 

Tudo é cinéreo. Nada me é tentador 

Passei! Fui um mero espectador!

 

2005

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

84

A ti dedicaria todo cantar

Todo cantar de amor

Possível ou impossível

Sano ou insano

Puro ou impuro

Santo ou profano

Cantar singelo e sincero

A ti dedicaria as palavras

Vindas do vero coração

Apaixonado e contente

Forte e vibrante

Que ainda deseja, teimoso

O seu bem-querer

 

A ti dedicaria o sentimento

Mais inocente e mais verdadeiro

Todavia, não me daria atenção

Me chamaria de louco

Perdido, um triste sonhador

Mas que vive e respira

Mesmo com todo desprezo

Com a ingratidão e o desespero

 

MMV

 

83

Quantas vezes invadido

Pela imensa saudade

Me senti perdido

Me senti metade

Um guerreiro vencido

Dor em profundidade

Sofri, no chão estendido

O preço da deslealdade

Quem tanto se amou, esqueceu

A rosa murchou, feneceu

 

2005 

82

I

Cantemos os amores impossíveis

As promessas risíveis

Feitas no calor das horas

Vamos, isto é humano

Puro sentimento insano

Ainda é cedo para ir embora

 

II

Corramos os campos, pradarias

Contando as noites e os dias

Vendo o tempo passar

Pois quem amamos, já partiu

Nem de nós se despediu

Só quis conosco brincar

 

III

Sentemos, sós, nos bares

Admiremos os mares

Onde ela deve estar?

Rindo de nosso desespero

Do carinho, cultivado com esmero

Que queríamos ofertar

 

IV

Caiamos nesta poça de lama

Apaguemos a vibrante chama

Pois nada há a fazer

Tudo se torna tão escuro

Sem vislumbre de futuro Só nos resta o sofrer...

 

MMV 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

81

Queria que me amasse

Com toda a sua energia

Por mim, tudo deixasse

E se tornasse minha alegria

Sendo infalível companheira

Na tristeza, seria meu riso

Prudente, austera e certeira

Na loucura, seria o meu siso

Seria tão bom, minha amada

Tê-la, ao lado, na longa estrada

 

2005

80

 Calado sou, falo pouco 

Só quando se faz preciso 

Posso passar por louco 

Porém, não fico indeciso 

Opino, tendo os fatos!

Quem muito fala, nada acrescenta 

Molha onde já choveu

Mostra só o que aparenta 

Não é firme: já desceu 

Calculo bem os meus atos!

 

MMV

79

 Corri mundo. Conheci lugares

Diferentes países e nações

Atravessei rios e mares

Visitei povos e civilizações

Contudo, o que mais procurava

E tanto, tanto desejava

Se encontrava tão perto

Que nem quis acreditar

Você... Oásis no meu deserto

Só contigo hei de ficar!


2005

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

78

 Corramos pelos campos selvagens

Admirando as lindas paisagens

Apreciando as inúmeras criações

Cantando as belas canções

Celebrando a vida, a alegria

Festejando a noite e o dia

Esta paixão que fortalece

Que vivifica e jamais fenece

Faz tudo em volta, vicejar

Quando se tem a quem amar!

 

MMV

77

De você terei todo amor

Imaginável e possível

Será a amada irrepreensível

Prêmio do mais alto valor

Por você, tudo enfrentarei!

Beijos e muitas carícias

Sem conta. Amante cuidoso

Alegre e repleto de ledícias

Ao seu lado, sempre zeloso

Por você, tudo farei!

 

2005 

76

Se ficas ao meu lado

Me sinto forte, ainda que fraco

Se ficas ao meu lado

Me sinto bem, ainda que mal

Se permaneces comigo

Me sinto firme, mesmo que trêmulo

Se permaneces comigo

Me sinto confiante, mesmo hesitando

Se me dá a mão, sigo em frente

Mesmo com medo

Se me dá um beijo, me ergo

Ainda que com temor

Pois você me completa, me ajuda

Está aqui. Só de você preciso

Para realizar. Qualquer coisa

 

MMV

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

75

A borboleta deveria se preocupar: 

O que fazer!? Aonde ir!?

Quem conhecer!? Por que!? 

Como!? Quando!? Quem!?

Onde!? O que!? 

Mas, ela só voa...

E voa. Muitos, muitos quilômetros...

 

2005

 

74

 O amor é simples 

Por isso não é entendido

Só por isso é amor 

Pois, se fosse fácil 

Não seria amor

O amor é simples 

Contudo, não é fácil

 

O amor brota das ruínas 

Cresce e medra nos corações 

Tristes e embrutecidos

Onde nada pode viver – lá vive o amor!

Pois o amor é contradição 

Este é o seu sobrenome

E quem sabe seja por isso 

Que ele exista até hoje?

 

MMV

A Dorosa Lição

 I

Por algum tempo cultivei

A semente estéril que jamais vingaria 

Regava-a com meu pranto, todos os dias

Esperando que os céus ouvissem minha voz

Não ouviram: tudo perdeu-se

 

II

Frequentei a escola da ilusão 

Onde fui aluno exemplar

Deixei-me enganar com palavras 

Que nada eram; palavras ao vento 

E descobri que tudo não aconteceu 

Aliás, esqueceu de acontecer

 

III

Agora, peso o que restou-me: 

Silencioso, retiro-me da batalha

É sempre assim, quando coloca-se 

O coração na linha frente

Não importando o quanto machucará

 

2005

domingo, 18 de janeiro de 2026

Poema de Março

Desde o momento em que te vi 

Não encontrei as certas palavras 

Para dizer-te tudo o que sinto 

Dentro de mim, dentro do coração 

São tantas coisas, tantas sensações

E tão poucas palavras, poucas emoções...

 

Desde aquele dia, desde aquela vez 

Obra do acaso ou do destino?

Não consigo deixar de te esquecer 

Seu belo rosto, seu belo sorriso 

Seu jeito, seu olhar, a me provocar 

Tudo tão marcante, fascinante

 

Não sei o que fazer 

Se não voltar a te ver

 

MMV

228

  A lua que ilumina a mata Tão brilhante como um sol  Mas, não é d’oiro; é de prata  Seu brilho cobre como lençol  Toda a selva que ...