Seus cabelos tão macios
Doirados são os seus fios
São minha maior conquista
Não há homem que resista
À sua beleza luminosa
Mas, tudo isto é só meu
Prêmio de quem mereceu
Quem ama de verdade
Está repleto da felicidade
Da alegria mais ditosa
2003
Seus cabelos tão macios
Doirados são os seus fios
São minha maior conquista
Não há homem que resista
À sua beleza luminosa
Mas, tudo isto é só meu
Prêmio de quem mereceu
Quem ama de verdade
Está repleto da felicidade
Da alegria mais ditosa
2003
Os raios de sol atravessam o vitral
Desenhando flores nos velhos tapetes
Flores, folhas, algum animal
Tão simples e singulares enfeites
E a figura de uma rosa bonita
Enganou o coitado do beija-flor
Cujo aspecto de uma real imita
Por ser bela de tão viva cor!
Bica, bica – nada a sugar
Mas, tenta, tenta – sem cessar
MMIII
Seu rosto belo, ao entardecer
A luz de seus olhos brilhantes
Faço o impossível para te ver
Por meros e preciosos instantes
Mas, não me dá oportunidade
Brinca comigo de se esconder
Faz o doce jogo dos amantes
Contudo, no fim, hei de vencer
Te amar, como nunc’antes!
Desejo e paixão nesta doce idade!
2003
Nestas linhas tortuosas
Descrevo as dores sentidas
Das paixões sempre ditosas
E jamais correspondidas
De que vale, amar sozinho?
Tantas batalhas
custosas
Diversas noites
mal-dormidas
Forças bem mais poderosas
A mais cruel das lidas
Afastam-me do beijo e do carinho!
MMIII
Ao longe, plora um violão
Melodia sincera e pungente
Parece sofrida esta paixão
Tão real e tão envolvente
O amor que não se completa
Bate forte só um coração
Que tortura o peito doente
Fazendo sonora pulsação
Não vá parar de repente!
Matando o anônimo poeta
2003
Te amei com todo ardor
Ofertei-te ver’amor
Te dei o melhor de mim
E tudo acaba assim
Um adeus e nada mais
Tira as pétalas da flor
Rouba do arco-íris a cor
Observo, triste e incapaz
O que sobra!? É o fim
Pobre Abel. Viva Caim!
MMIII
Vai ao país, distante e estrangeiro
Mata teus irmãos, qual formigueiro
Incômodo. Que deve destruir
Não importa se irá ferir
A criança, a mulher inocente
Extermine tudo, por inteiro
Cumpre a ordem do brigadeiro
Tenente-coronel, a instruir
Acredita na vitória. Posa a sorrir
Na foto com o correspondente
2003
Por ti, atravessei o deserto
Fiz errado o que era certo
Me perdi na longa estrada
Mulher cruel e desalmada
Atirou-me ao cativeiro
Fui tolo, não esperto
Vim de peito aberto
Caí da íngreme escada
Tive a paixão torturada
Amou metade; amei inteiro
MMII
Limpa este rosto bonito
Acaba com o choro aflito
Que só traz sofrimento
Cesse, termine este lamento
Chega, basta de padecer!
Aprecie o amor infinito
Prêmio de valor bendito
Nobre e belo sentimento
Guarda este momento:
Quem hoje ri, há de sofrer!
2002
Tanto dissabor! A loucura
Acalentada no
coração
Indefeso. Mal sem cura
Triste e dorosa condição
Amar, desejar e ver-se só
A lua, de grande brancura
Ilumina a terrível escuridão
A constante e terrível jura
O desvelo de uma paixão
Depois, virá o fim. Pó a pó!
MMII
I
Tornei-me uma fera
Aprisionada. Eterna espera
Que parece sem fim
Prisão feita por mim
Pela corrente das ilusões
Aquilo que tanto se esmera
Revela-se uma quimera
Lábios de vermelho carmim
Boca de um querubim
Que estraçalha os corações!
II
Ela veio; não me encontrou
Não estava. Mas deixou
Um bilhete rabiscado
Num papel dobrado
Que ficou preso à porta:
“Quem veio e não te achou
O coração, aqui, depositou
Peço que devolva-o imaculado
Intacto e bem guardado
O resto, já não importa!”
III
Perdi-me de ti, doce alma
Perdi, toda minha calma
Padeço em demasia
Exaurida foi a alegria
Ficou-me o tormento
Sem seu carinho que acalma
Beijo a beijo, palma a palma
Dia e noite, noite e dia
Por ti, tudo faria
Mas, estou só, no relento
2002
Amor por séculos cantado
Para matronas e
donzelas
Quantos tiveram seu
agrado
E escreveram
páginas tão belas
Por tua causa, quanta
morte
Seu sentido modificaram
A paixão
solitária da consorte
E dos amantes que
tanto choraram
Assim, cantei
nestes singelos versos
O amor que unifica os universos
MMI
Não permitirei que a tristeza
Seja a minha companheira
Lutarei, com toda certeza
Até atingir a vitória inteira
Ergo-me, começo a caminhada
Bebo a água pura das fontes
E trilho a longa estrada
Há grandes vales, bosques e montes
Continuarei seguindo e amando
Caindo. Mas me levantando
2001
Alma boa e angelical
Ao meu lado, és constante
Mostra-me o bem e o mal
Vale mais que o diamante
Quando caí, me levantaste
De lama, meu rosto limpou
Minhas lágrimas enxugaste
Por tua causa, vivo hoje estou
Sigo caminhando, querida
Contigo, por toda a vida!
MMI
Nada posso te oferecer
Não possuo qualquer riqueza
Comigo, muito irás sofrer
Vida limitada, muita tristeza
Só tenho o corpo combalido
Já enfraquecido e sem vigor
Tantas vezes fui perseguido
Compus meu rosário de dor
Aviso-te, desde agora:
Afasta-te desta alma que chora!
2001
Como dormir à noite?
Se meu pensamento
Nela está. Qual açoite
Flagela. Dor e sofrimento
Amar. Entregar o coração
Nada pedir. Apenas esperar
Um beijo, o corpo, suave mão
Sofrer, sem medida, sem cessar
Possuir a esperança dum dia
Encontrar a perdida alegria!
MMI
Ter ao lado quem se estima
Encontrando a força vital
Que impulsiona, que anima
Livrando de todo o mal
Onde se possa recostar
Ombro amigo, a palavra certa
Que nos diz: passou! Vais, recomeçar
O coração opresso, desaperta
Remédio para toda ferida
Prêmio maior da vida!
2001
Um alguém a nos amar
Isto é por tantos desejado
Vero carinho a ofertar
Adormecer, tranquilo, sossegado
Sem perguntas, sem imposições
É especial cada momento
Sinceras todas as ações
Somente doce contentamento
Será isto desejo
inatingível?
Será isto anelo impossível?
MM
Amei quem não me amou
Cuidei de quem não me valeu
Zelei por quem quase me matou
Dei a ela tudo que era meu
Ela sorri; hei de chorar
Aprender com o sofrimento
Pesada pedra a carregar
Ouvindo os ecos de lamento...
Toda noite, a cama fria
E a solidão, por companhia
2000
Quando se é olvidado
Pela pessoa tão amada
O coração é despedaçado
Alma vira terra devastada
É triste, tudo o que se cria
Nada contenta, nada dá ânimo
Perde-se o riso, a alegria
Crescem o medo e o desânimo
Tudo é cinzento, não tem cor
Insípido, inodoro, sem sabor
MM
A lua que ilumina a mata Tão brilhante como um sol Mas, não é d’oiro; é de prata Seu brilho cobre como lençol Toda a selva que ...