sábado, 11 de outubro de 2025

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 A vida sem amor! Que fracasso! 

Não ter quem devotar este tesouro

Não sentir o calor dum abraço

Não possuir algo mais valioso do que ouro

Não enxergar-se nos olhos do semelhante 

Não desejar a boca, o corpo alheio

Não possuir o calor no semblante 

Tudo é cinéreo: monótono e feio 

Mesmo assim, viver em paz

Sem amor, duvido quem seja capaz!

 

1996

 

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