sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

85

 Jamais morrerei por amor 

Ainda que carregue toda a dor 

Mesmo tendo o espinho à flor 

Mesmo tendo o frio ao calor 

Padecendo, perdendo a cor

Comendo sem prazer, sem sabor 

Não dormindo; constante torpor 

Seguindo. Sem ambição, sem furor 

Tudo é cinéreo. Nada me é tentador 

Passei! Fui um mero espectador!

 

2005

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