I
Sofrimento
instalado no coração
A lembrança que
não se apaga
O leve toque de
sua mão
Que acaricia e
afaga
Nada tenho.
Perdi tudo
Não falo mais.
Fiquei mudo
Tornei-me calado
e triste
Carrego a dor
que existe
Para sempre
desolado
Tendo o peito
despedaçado
II
Dura lida! Dura
jornada!
Não lembrar e
esquecer-te
Não poderia.
Seria em vão
Pois fizeste sua
morada
Dentro do puído
coração
Cansado, cansado
de dor
Que deu e nada
recebeu
Foi fiel e ficou
só
Foi correto e
está triste
III
Mas, amiga, de
fato
Não posso expulsar-te
De minha
miserável vida
Pois, tornou-se,
você
A essência da
mesma...
IV
Olhar para os
astros
Neles, tentar
encontrar você
Talvez escondida
nas estrelas
Que andam
errantes
Neste céu
infinito
O pobre amante
Também tem sua
alma Infinita
Onde cabem mil
amores
E milhões de
dissabores
V
O amor, minha
cara
É simples, sem
rodeios
Nos enredamos
por sutis
Ardis que
acabaram
Com nossa
efêmera
Alegria. O que
fizemos?
Destruímos o que
nos unia...
VI
Casa com mil
portas
Casa com mil
janelas
Sendo que uma
porta
Seria o
suficiente...
Amamos sem
pensar
Amor que pode
nos matar
2005
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