I
Descortina-se
esta duríssima lida
Cerne de toda
humana existência
Meandros da
custosa, dorosa vida
Caminhos, trilhas
da fatal vivência
Cotidianamente,
se luta, se empenha
Mesmo sabendo
que pode ser em vão
Existe aquele
que vitupera, desdenha
Joga, lança os
planos todos ao chão
Entretanto,
todos os dias, continua
A disputa
crudelíssima, nua e crua!
II
Este terrível,
temível, insano ludo
Que a
muitíssimos faz enlouquecer
Nasce, assoma o
sofrimento mudo
Poderá, no fim,
tudo fazer perder
Pensava ser
valoroso, importante
Todos seus
esforços são olvidados
Resigna-se: esta
é sua sorte mutante
Não gostavam de ti!
Eram educados!
A ingratidão que
no peito, corroi, arde
Lutou! Sofreu! E
és chamado de covarde!
2010
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