segunda-feira, 16 de março de 2026

Agonia e Glória

I

Descortina-se esta duríssima lida

Cerne de toda humana existência

Meandros da custosa, dorosa vida

Caminhos, trilhas da fatal vivência

Cotidianamente, se luta, se empenha

Mesmo sabendo que pode ser em vão

Existe aquele que vitupera, desdenha

Joga, lança os planos todos ao chão

Entretanto, todos os dias, continua

A disputa crudelíssima, nua e crua!

 

II

Este terrível, temível, insano ludo

Que a muitíssimos faz enlouquecer

Nasce, assoma o sofrimento mudo

Poderá, no fim, tudo fazer perder

Pensava ser valoroso, importante

Todos seus esforços são olvidados

Resigna-se: esta é sua sorte mutante

Não gostavam de ti! Eram educados!

A ingratidão que no peito, corroi, arde

Lutou! Sofreu! E és chamado de covarde!

 

2010

Nenhum comentário:

Postar um comentário

228

  A lua que ilumina a mata Tão brilhante como um sol  Mas, não é d’oiro; é de prata  Seu brilho cobre como lençol  Toda a selva que ...